1.11.16

Romênia: Cultura


Olá, hoje eu irei falar um pouco sobre a cultura romena, e não é uma super pesquisa e coisas incríveis mas eu pude resumir bem! Eu queria ter postado isso ainda no halloween, mas a gente ainda ta no clima né?? Vamos começar!!


Romênia é o único país latino da Europa Ocidental, mas seu desenvolvimento ocorreu diferente de outros países românticos. Eles são fiéis a cultura européia mas mesmo assim não deixam de lado sua origem latina. Romênia foi um país muito influenciado, em questão cultural, pelos seus países vizinhos, e por isso é aberto a outras culturas.


Folclore


A Romênia tem um folclore riquíssimo que nos trouxe a história de um dos mais famosos vampiros e que conseguiu reconhecimento em todo mundo. 

O Drácula realmente existiu, mas não era exatamente um vampiro, ele era apenas um príncipe muito cruel em certas partes, mas também visto como herói na Romênia e na Moldávia até hoje. 

O nome "Drácula" significa filho do dragão, pois seu pai se chamava Vlad II Dracul, e o sufixo "a" é para representar filho. O Drácula ganhou diversos nomes e apelidos, mas seu nome verdadeiro, dentre eles o mais conhecido: Vlad Tepes (em sua tradução, Vlad Empalhador). Mas seu nome verdadeiro é Vlad III. 

O Drácula, ou melhor Vlad III tornou se conhecido por seu sadismo e loucura, também por lutar para defender o catolicismo e impedir a entrada de turcos, islâmicos e otomanos na Valáquia. 
Durante isso, Drácula mostrou ser mais perveso do que parecia quando o assunto era política e guerra. Vlad III era cruel com seus inimigos políticos e militares e seus "hobbie" era assistir eles sendo torturados enquanto jantava e, como acompanhamento, ele bebia o sangue dos inimigos enquanto eles morriam. E sua forma favorita de tortura era o empalhamento, por isso ele é Vlad III, O Empalhador.

O empalhamento funciona assim: você pega uma estava de madeira de mais ou menos 3 metros e introduz em posição vertical no anus do torturado e enquanto isso o corpo desliza lentamente madeira a baixo até a morte por horas, ou até mesmo dias.

Vlad já matou mais de 100.000 e quando o Sudão Mehmet II invadiu a Valáquia, se deparou com milhares de seus soldados empalhados, mortos ou quase mortos, e aquele local ficou conhecido como a Floresta dos Empalados. 

Algum anos depois, Os turcos conseguiram tomar a Valáquia e Vlad III perdeu o seu trono e foi exilado na Hungria por 12 anos. Quando voltou e tentou recuperar seu trono, foi morto pelos turcos. O Sultão recebeu a cabeça do Drácula como recompensa e exibiu sua conquista no principal parapeito de seu palácio. 

A história de Vlad III sustenta o lado de herói nacional e macabro torturador. Para Romênia, ele impediu enquanto pode o país das espadas do Império Otomano, e as estátuas e ruas com nomes que o homenageiam dão essa impressão. Mas que ele era cruel com seus inimigos e traidores de estado, com certeza ele era.

A sua história tornou-se conhecida quando o escritor irlandês, Bram Stoker, lançou um romance inspirado em Vlad Tepes chamado Drácula em 1897, que se trata de um vampiro chamado Conde Drácula que vive na Transilvânia (onde Vlad III nasceu). 

Bom, essa é a história real do Drácula que consegue ser muito, muito pior que a lenda.

Culinária


A culinária romena foi influenciada por povos que, ao longo de sua história, já passaram pela região.

Então está inserido na cultura deles pratos que foram trazidos de outros países. 

Como os romanos trouxeram uma torta chamada placinta, os gregos trouxeram a musaca, os turcos um bolinho de carne que pode acompanhar com sopa (mititei e ciorba) e os búlgaros trouxeram algo mais vegan que é zacusca, um prato com alguns vegetais.

Aqui está alguns pratos romenos:

Tocanita (imagem ao lado): refogado de carne com batatas. É o arroz com feijão deles.

Mamaliga: que é parecida com polenta. Por muito tempo, foi utilizada para alimentar as pessoas mais famintas, mas voltou a ser bastante consumida pelo resto da população recentemente.

Cozonac: um tipo de pão doce tradicional romeno que é consumido em datas comemorativas.

Dentre as carnes mais consumidas estão a carne de porco como a principal, e logo depois a carne de boi, cordeiro e peixe.

Literatura


A literatura romena tem, assim como as outras partes de sua cultura, tendência de seus países vizinhos. Ela foi estruturada na geração entre as guerras mundiais e foi interrompida com o início do comunismo. Mas além disso a literatura é muito apreciada pelos leitores romenos, que viram nela um escape para todo aquele caos. Tinha uma mistura de o gosto popular e a visão crítica de muitos outros escritores, durante os últimos anos da ditadura de Ceausescu. Romênia tem como seus escritores mais prestigiados: Marin Preda, Ana Blandiana, Marin Sorescu, Nikita Stanescu.
Nos anos 90, a relação entre escritor e leitor foi afastada. Entretanto, obras literárias que antes eram inacessívels, hoje, a população tem mais fácil acesso a algumas que são promovidas pela mídia.
Em 2009. a escritora romena-alemã Herta Müller ganhou o nobel de literatura por sua obra em que retrata a Romênia no regime comunista pós segunda guerra mundial. Hoje ela mora na Alemanhã e foi a 12ª mulher a ganhar o nobel de literatura.

Música


Música romena é algo que não procurei muito, mas sabe o Latino? Então tem uma música romena que fez muito sucesso na Europa que o Latino fez uma versão autorizada em português. A música se chama Dragostea Din Tei da banda O-Zone Essa é a versão original de Festa no Apê:


Então é isso, espero que tenham lido pelo menos 1/3 disso tudo, ou pelo menos que tenham entrado na página.
 Semana que vem tem mais!!
La revedere!
Julia.

Um comentário:

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